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A banda Transgalactica volta a surpreender com a faixa “Great Escape Famine”, o segundo tema do álbum “Onwards and Upwards” e a segunda parte da trilogia Great Escape. A canção é uma ousada fusão entre o rock progressivo contemporâneo e a música erudita, construída a partir de quatro temas extraídos de dois concertos para violino de Sergei Prokofiev. Essas influências clássicas permeiam praticamente toda a estrutura da música — do verso à ponte —, com exceção do solo de guitarra no encerramento. O resultado é uma composição de arquitetura intrincada e de profunda carga intelectual, capaz de emocionar e provocar reflexão ao mesmo tempo.

Apesar da complexidade das referências, os integrantes da Transgalactica não se levam demasiadamente a sério. Tomasz, principal compositor, afirma com humor que “compositores de segunda categoria pegam emprestado, enquanto os de primeira roubam — e eu sou, no máximo, de segunda, então só pego emprestado”. Essa autodefinição modesta contrasta com o refinamento da obra, cuja base literária e filosófica é inspirada no livro Rationality, de Steven Pinker. O tema de “Great Escape Famine” trata da fome e da capacidade humana de superá-la por meio da razão e do progresso. Pinker observa que, pela primeira vez na história, a humanidade conseguiu afastar a escassez como uma ameaça global — e é justamente esse triunfo da inteligência sobre a necessidade que a banda celebra poeticamente na canção.

A Transgalactica também se destaca por seu uso artístico da inteligência artificial, especialmente na criação de videoclipes e material visual. O grupo afirma que os vídeos seriam impossíveis de produzir sem IA, tanto pelo custo quanto pela natureza conceitual de suas ideias. “Não somos uma banda performática. Nossos vídeos não mostram nossos rostos — são narrativas visuais que só podem ser realizadas com o auxílio da IA”, explica Tomasz. Ele ainda defende que a tecnologia é apenas uma ferramenta criativa, comparando-a a inovações que no passado também foram vistas com desconfiança, como a fotografia ou o cinema. Citando o renomado artista gráfico polonês Andrzej Pągowski, eles reforçam que cada nova tecnologia, quando usada com consciência, pode abrir um novo idioma artístico.
O nome Transgalactica nasceu de um sonho. Tomasz imaginou uma nave espacial luxuosa viajando rumo a Marte — uma metáfora da fuga humana em busca de novos horizontes. A ideia evoluiu para um conceito mais amplo: a música da banda seria a trilha sonora tocada no restaurante dessa nave, acompanhando os passageiros em uma jornada interplanetária. Embora o projeto audiovisual dessa narrativa ainda seja um sonho distante, o espírito cósmico e exploratório se mantém vivo em cada nota do grupo. Com “Great Escape Famine” e o álbum “Onwards and Upwards”, a Transgalactica reafirma sua posição como uma das formações mais inventivas da música contemporânea — uma ponte entre o clássico e o futurista, entre a emoção humana e a arte digital.
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A banda Transgalactica volta a surpreender com a faixa “Great Escape Famine”, o segundo tema do álbum “Onwards and Upwards” e a segunda parte da trilogia Great Escape. A canção é uma ousada fusão entre o rock progressivo contemporâneo e a música erudita, construída a partir de quatro temas extraídos de dois concertos para violino de Sergei Prokofiev. Essas influências clássicas permeiam praticamente toda a estrutura da música — do verso à ponte —, com exceção do solo de guitarra no encerramento. O resultado é uma composição de arquitetura intrincada e de profunda carga intelectual, capaz de emocionar e provocar reflexão ao mesmo tempo.

Apesar da complexidade das referências, os integrantes da Transgalactica não se levam demasiadamente a sério. Tomasz, principal compositor, afirma com humor que “compositores de segunda categoria pegam emprestado, enquanto os de primeira roubam — e eu sou, no máximo, de segunda, então só pego emprestado”. Essa autodefinição modesta contrasta com o refinamento da obra, cuja base literária e filosófica é inspirada no livro Rationality, de Steven Pinker. O tema de “Great Escape Famine” trata da fome e da capacidade humana de superá-la por meio da razão e do progresso. Pinker observa que, pela primeira vez na história, a humanidade conseguiu afastar a escassez como uma ameaça global — e é justamente esse triunfo da inteligência sobre a necessidade que a banda celebra poeticamente na canção.

A Transgalactica também se destaca por seu uso artístico da inteligência artificial, especialmente na criação de videoclipes e material visual. O grupo afirma que os vídeos seriam impossíveis de produzir sem IA, tanto pelo custo quanto pela natureza conceitual de suas ideias. “Não somos uma banda performática. Nossos vídeos não mostram nossos rostos — são narrativas visuais que só podem ser realizadas com o auxílio da IA”, explica Tomasz. Ele ainda defende que a tecnologia é apenas uma ferramenta criativa, comparando-a a inovações que no passado também foram vistas com desconfiança, como a fotografia ou o cinema. Citando o renomado artista gráfico polonês Andrzej Pągowski, eles reforçam que cada nova tecnologia, quando usada com consciência, pode abrir um novo idioma artístico.
O nome Transgalactica nasceu de um sonho. Tomasz imaginou uma nave espacial luxuosa viajando rumo a Marte — uma metáfora da fuga humana em busca de novos horizontes. A ideia evoluiu para um conceito mais amplo: a música da banda seria a trilha sonora tocada no restaurante dessa nave, acompanhando os passageiros em uma jornada interplanetária. Embora o projeto audiovisual dessa narrativa ainda seja um sonho distante, o espírito cósmico e exploratório se mantém vivo em cada nota do grupo. Com “Great Escape Famine” e o álbum “Onwards and Upwards”, a Transgalactica reafirma sua posição como uma das formações mais inventivas da música contemporânea — uma ponte entre o clássico e o futurista, entre a emoção humana e a arte digital.