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REVIEW DE ÁLBUM: PARASOMNIA – DREAM THEATER

O primeiro álbum do Dream Theater com o retorno o icônico baterista Mike Portnoy em quase 15 anos, tenta reconectar os dois lados com um álbum ambicioso, mas que soa como um álbum que começou a ser composto com Mike Mangini e depois deixou as sobras pra Mike Portnoy.

O álbum abre com “In The Arms of Morpheus“, faixa que proporciona uma viagem introspectiva, destacando-se por uma introdução extensa e atmosférica. O retorno de Mike Portnoy na bateria é evidente, impulsionando uma pegada progressive metal fortemente influenciada pelo djent ou mesmo o new metal. A transição para uma guitarra mais densa e um baixo onipotente estabelece uma base robusta para a composição. O solo de teclado e, posteriormente, o de guitarra, elevam a grandiosidade da faixa, tornando-a uma experiência musical intensa e delirante, um começo que atrai o ouvinte para dar continuidade ao longo álbum.

Night Terror” carrega a tradicional lentidão e construção climática do Dream Theater. Um riff de transição complexo e pesado, acompanhado por uma bateria bem estruturada e um baixo encorpado, estabelece uma atmosfera densa. O vocal, discreto e com efeitos de delay, surge após uma longa introdução, mantendo-se calmo e simples. Após o refrão, solos de teclado e guitarra adicionam um tom inebriante, mas essa músicas é longa demais e poderia ser reduzida sem comprometer sua essência.

A música “A Broken Man“, diferentemente das outras, inicia sem introdução, mergulhando diretamente em uma melodia rápida e pesada, com a bateria assumindo um papel central. Contudo, o ritmo desacelera rapidamente, criando uma ambientação carregada de tons (da bateria) e caixa. O vocal se apresenta de maneira coadjuvante em meio a uma instrumentação densa e diversificada. O exagero de elementos, principalmente nos teclados e na bateria, torna a música confusa devido às diversas inserções de estilos e melodias.

Em “Dead Asleep“, a introdução traz um violino “angelical”, seguido por um piano suave antes de uma brusca transição para uma guitarra distorcida e pesada. O peso da guitarra é intercalado com solos bem construídos, proporcionando uma dinâmica interessante. O vocal assume destaque logo em seguida, e no meio da faixa, um teclado de tom celestial adiciona profundidade. A faixa se destaca por evitar a sobrecarga de elementos, permitindo que os solos de guitarra demonstrem a experiência e versatilidade de John Petrucci.

Midnight Messiah” tem uma introdução que utiliza uma guitarra limpa e acústica antes de transicionar para uma abordagem mais pesada e densa. O vocal conduz a melodia da música em conjunto com o baixo e o teclado, construindo uma base sólida. O refrão animado se alinha à identidade da banda, enquanto o solo de guitarra, marcado por técnicas de tapping, apresenta uma execução intensa, embora possa soar um tanto exagerado.

Are We Dreaming?” é mais experimental, funcionando mais como uma interlúdio do que como uma música propriamente dita. Ela consiste em um aglomerado de sussurros e efeitos sonoros, servindo para criar uma atmosfera misteriosa e introspectiva.

A faixa “Bend the Clock” começa com um solo de guitarra sem distorção pesada, apenas com efeitos de eco, acompanhado por vocais suaves. A melodia inicial possui um tom acústico e tranquilo, sem elementos distorcidos, mas evolui para uma pegada hard rock/heavy metal com a forte presença dos teclados, adicionando camadas de profundidade.

A música “The Shadow Man Incident” mais longa da carreira da banda inicia-se suavemente com o som de uma caixa de som antiga, evoluindo para uma transição impactante de guitarra distorcida. A estrutura é altamente progressiva, apresentando mudanças de marcha que levam a momentos mais agitados e energéticos. O vocal só entra após cinco minutos, de maneira arrastada e melancólica, criando uma atmosfera gótica. A faixa segue um ciclo dinâmico de alternâncias entre momentos introspectivos e passagens aceleradas, com a presença notável do teclado, que emula o som de um órgão.

Na minha humilde percepção, foi uma álbum que foi produzido e composto ainda com Mike Mangini nas baquetas, já que a conhecida pegada de bateria de Mike Portnoy só se demonstra em algumas músicas.

As faixas variam entre composições densas, solos grandiosos e mudanças abruptas de tempo. A complexidade das músicas é evidente, embora algumas faixas possam soar exageradamente longas ou confusas devido ao excesso de elementos.

Os teclados e as guitarras se destacam como principais condutores da sonoridade, enquanto o vocal, em algumas faixas, assume um papel bem mais discreto. O resultado é um álbum tecnicamente ambicioso, que destaca demais a qualidade de John Petrucci e Jordan Rudess, o que poderia ser facilmente um álbum solo do guitarrista, que exagera em todas as formas de tocar a sua guitarra Music Man Jp15.

Pra mim é 6,5/10

Review by Fabricio Cunha

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REVIEW DE ÁLBUM: PARASOMNIA – DREAM THEATER

O primeiro álbum do Dream Theater com o retorno o icônico baterista Mike Portnoy em quase 15 anos, tenta reconectar os dois lados com um álbum ambicioso, mas que soa como um álbum que começou a ser composto com Mike Mangini e depois deixou as sobras pra Mike Portnoy.

O álbum abre com “In The Arms of Morpheus“, faixa que proporciona uma viagem introspectiva, destacando-se por uma introdução extensa e atmosférica. O retorno de Mike Portnoy na bateria é evidente, impulsionando uma pegada progressive metal fortemente influenciada pelo djent ou mesmo o new metal. A transição para uma guitarra mais densa e um baixo onipotente estabelece uma base robusta para a composição. O solo de teclado e, posteriormente, o de guitarra, elevam a grandiosidade da faixa, tornando-a uma experiência musical intensa e delirante, um começo que atrai o ouvinte para dar continuidade ao longo álbum.

Night Terror” carrega a tradicional lentidão e construção climática do Dream Theater. Um riff de transição complexo e pesado, acompanhado por uma bateria bem estruturada e um baixo encorpado, estabelece uma atmosfera densa. O vocal, discreto e com efeitos de delay, surge após uma longa introdução, mantendo-se calmo e simples. Após o refrão, solos de teclado e guitarra adicionam um tom inebriante, mas essa músicas é longa demais e poderia ser reduzida sem comprometer sua essência.

A música “A Broken Man“, diferentemente das outras, inicia sem introdução, mergulhando diretamente em uma melodia rápida e pesada, com a bateria assumindo um papel central. Contudo, o ritmo desacelera rapidamente, criando uma ambientação carregada de tons (da bateria) e caixa. O vocal se apresenta de maneira coadjuvante em meio a uma instrumentação densa e diversificada. O exagero de elementos, principalmente nos teclados e na bateria, torna a música confusa devido às diversas inserções de estilos e melodias.

Em “Dead Asleep“, a introdução traz um violino “angelical”, seguido por um piano suave antes de uma brusca transição para uma guitarra distorcida e pesada. O peso da guitarra é intercalado com solos bem construídos, proporcionando uma dinâmica interessante. O vocal assume destaque logo em seguida, e no meio da faixa, um teclado de tom celestial adiciona profundidade. A faixa se destaca por evitar a sobrecarga de elementos, permitindo que os solos de guitarra demonstrem a experiência e versatilidade de John Petrucci.

Midnight Messiah” tem uma introdução que utiliza uma guitarra limpa e acústica antes de transicionar para uma abordagem mais pesada e densa. O vocal conduz a melodia da música em conjunto com o baixo e o teclado, construindo uma base sólida. O refrão animado se alinha à identidade da banda, enquanto o solo de guitarra, marcado por técnicas de tapping, apresenta uma execução intensa, embora possa soar um tanto exagerado.

Are We Dreaming?” é mais experimental, funcionando mais como uma interlúdio do que como uma música propriamente dita. Ela consiste em um aglomerado de sussurros e efeitos sonoros, servindo para criar uma atmosfera misteriosa e introspectiva.

A faixa “Bend the Clock” começa com um solo de guitarra sem distorção pesada, apenas com efeitos de eco, acompanhado por vocais suaves. A melodia inicial possui um tom acústico e tranquilo, sem elementos distorcidos, mas evolui para uma pegada hard rock/heavy metal com a forte presença dos teclados, adicionando camadas de profundidade.

A música “The Shadow Man Incident” mais longa da carreira da banda inicia-se suavemente com o som de uma caixa de som antiga, evoluindo para uma transição impactante de guitarra distorcida. A estrutura é altamente progressiva, apresentando mudanças de marcha que levam a momentos mais agitados e energéticos. O vocal só entra após cinco minutos, de maneira arrastada e melancólica, criando uma atmosfera gótica. A faixa segue um ciclo dinâmico de alternâncias entre momentos introspectivos e passagens aceleradas, com a presença notável do teclado, que emula o som de um órgão.

Na minha humilde percepção, foi uma álbum que foi produzido e composto ainda com Mike Mangini nas baquetas, já que a conhecida pegada de bateria de Mike Portnoy só se demonstra em algumas músicas.

As faixas variam entre composições densas, solos grandiosos e mudanças abruptas de tempo. A complexidade das músicas é evidente, embora algumas faixas possam soar exageradamente longas ou confusas devido ao excesso de elementos.

Os teclados e as guitarras se destacam como principais condutores da sonoridade, enquanto o vocal, em algumas faixas, assume um papel bem mais discreto. O resultado é um álbum tecnicamente ambicioso, que destaca demais a qualidade de John Petrucci e Jordan Rudess, o que poderia ser facilmente um álbum solo do guitarrista, que exagera em todas as formas de tocar a sua guitarra Music Man Jp15.

Pra mim é 6,5/10

Review by Fabricio Cunha

No AR!!