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REVIEW DE ÁLBUM: FROM ZERO – LINKIN PARK (2024)

O álbum é um verdadeiro experimento para o Linkin Park, integrando a nova vocalista Emily Armstrong de maneira que valoriza tanto o legado da banda quanto sua própria identidade. As músicas flutuam entre o nu metal, alternativo e até hardcore, misturando a familiaridade com o ineditismo da voz feminina.

Armstrong se destaca por sua extensão vocal e pela habilidade de sustentar as comparações inevitáveis com Chester, mostrando uma nova era para a banda. As raízes de “Xero” e “Hybrid Theory” estão presentes, mas com nuances dos projetos solo de Shinoda e dos trabalhos experimentais como “Living Things” e “One More Light”. É um álbum que quebra expectativas, estabelecendo a “Era Armstrong” com segurança e inovação.

O álbum se inicia com a música “From Zero” uma introdução com um coro e uma troca breve de diálogos entre um homem e uma mulher, criando uma sensação de antecipação e reflexão. Essa faixa prepara o terreno para o tom introspectivo e dinâmico do álbum, mas corta abruptamente

O primeiro single, “The Emptiness Machine” combina um riff simples com samples eletrônicos, trazendo o vocal de Mike Shinoda e, nono pré-refrão tem uma parte em piano e longo transita para guitarras distorcidas e já somos apresentados a vocalista Emily Armstrong, que já demonstra a sua capacidade, com vocais limpos e drivados, e um drive rasgado mais alto, demonstrando alcance vocal, criando uma canção energética que remete a álbuns como “A Thousand Suns” e “The Hunting Party”.

Cut The Bridge” começa com uma guitarra leve e funkeada, acompanhada de uma batida de caixa simples, antes de evoluir para uma explosão de distorção e a entrada do rap de Shinoda. No pré-refrão e refrão, Emily Armstrong aparece com vocais já mais agressivos. Essa música surpreende, trazendo uma quebra no ritmo da faixa anterior e lembrando o estilo “punk pop” do Linkin Park, com efeitos adicionais que destacam a versatilidade da vocalista no último refrão.

Para mim, “Heavy is the Crown” é a faixa mais memorável do álbum, sintetizando as raízes do Linkin Park e as novidades trazidas pela nova vocalista, nitidamente baseado no formato “LP” com riffs pegajoso de início, diminuição da tonalidade para entrada do vocal e rap de Mike Shinoda, depois transição imediata para o vocal potente de Emily Armstrong, com um refrão empolgante, a canção lembra o período em que Chester Bennington ainda estava na banda. A performance vocal de Emily no segundo refrão surpreende pelo alcance e intensidade, validando a escolha da banda em incorporá-la.

OBS: Nessa faixa fiz até um desafio mental de troca de vocais, o que deu super certo, até porque no final do segundo refrão, a vocalista demonstra um alcance vocal surpreendente, demonstrando a escolha acertada da banda

Aqui em “Over Each Other”, Emily Armstrong explora um lado mais alternativo e suave de seu vocal, em uma música que utiliza samples mais presentes e percussão crescente. A faixa é relaxante, sem muita distorção da guitarra. Nitidamente uma música continuação ou “B-side” de “One More Light” reconstruída na voz de Emily, na segunda parte já tem uma crescente na distorção dos instrumentos.

A faixa “Casualty” traz uma intensidade impressionante, com vocais extremamente distorcidos de Armstrong, aproximando-se do metalcore/hardcore. Os instrumentais remetem ao punk e hardcore, com Shinoda complementando o vocal de fundo. Esta é a música mais pesada e “experimental” do álbum, integrando elementos de punk e do som do álbum “Xero”, explorando ao máximo a capacidade de Emily em um estilo pouco tradicional para o Linkin Park.

Overflow” começa com uma introdução no teclado e samples repetitivos, com um vocal distante de Shinoda e influências de trap e alternativo. Emily assume os vocais secundários, mas a música é principalmente conduzida por Shinoda. Este é, sem dúvida, o ponto mais experimental do álbum, sendo uma composição autoral que Shinoda parece ter trazido de seu trabalho solo.

A canção “Two Faced” inicia com um riff simples que logo evolui para uma distorção intensa e um vocal gritante de Emily Armstrong. A faixa segue em ritmo nu metal, remetendo aos anos 2000 e alternando entre vocais limpos e drives rasgados. Essa faixa revisita o estilo dos primeiros álbuns da banda, principalmente “Hybrid Theory” e “Meteora”, e é outra que poderia facilmente se encaixar no vocal de Chester.

Stained” é uma faixa com batidas marcantes e vocais de Shinoda, que são intercalados pelos drives de Emily. Essa música se aproxima mais do pop e do dance pop, seria a música mais “Lollapalooza” do álbum. É a faixa mais acessível do álbum, demonstrando um lado mais próximo do pop.

Em “IGYEIH”, Armstrong brilha com um drive estridente que precede uma distorção de guitarras, logo ouvimos um decrescente do tom para dueto do rap com os vocais distorcidos, parece ser uma música mais dedicada a Emily, demonstrando sua capacidade vocal, com uma pegada muito próxima do estilo sonoro do Halestorm.

O álbum encerra com “Good Things Go,” uma música simples e suave que conta com um dueto entre os vocalistas. Sem distorção, a faixa final é leve e calma, proporcionando um fechamento introspectivo e marcante para o álbum.

O álbum é nitidamente experimental, no sentido de que tudo aqui inserido é novo, desde o vocal feminino, desde a nítida criação musical e letras inspiradas em Chester Bennington, é um álbum que demonstra o fim de ciclo e o início de uma nova era, em que ainda se apega as raízes do “Xero” e “Hybrid Theory”, como também não abandona de vez as obras experimentais do grupo, como “Living Things” e “One More Light

É álbum que abraça de tudo um pouco, e para mim, uma nítida coletânea do Linkin Park e carreira solo do Mike Shinoda com a inserção das características particulares da nova vocalista Emily Armstrong

E outra coisa nítida que o álbum passa: NÃO ESPERE NADA, NADA MESMO, de uma extensão do Linkin Park com Chester, pois o álbum se desapega do mesmo, mas ainda tem uma forte influência do icônico vocalista

E outra coisa, a vocalista Emily Armstrong demonstrou toda a capacidade e extensão vocal nesse álbum, todas com qualidade, segurando muito bem a “bronca” de enfrentar as “viúvas do Chester”, e ouso dizer, QUE FOI A MELHOR COISA QUE FIZERAM, as músicas foram gravadas COM e PARA ELA, são músicas da ERA ARMSTRONG

Sempre fui a favor de novas experimentações musicais, e essa foi acertada, pois eu sempre digo no confins da internet: “SE FOSSE PRA OUVIR COVER DE LP, EU IA NUM BARZINHO DA MINHA”

Pra mim é 9/10

Review by Fabricio Cunha

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REVIEW DE ÁLBUM: FROM ZERO – LINKIN PARK (2024)

O álbum é um verdadeiro experimento para o Linkin Park, integrando a nova vocalista Emily Armstrong de maneira que valoriza tanto o legado da banda quanto sua própria identidade. As músicas flutuam entre o nu metal, alternativo e até hardcore, misturando a familiaridade com o ineditismo da voz feminina.

Armstrong se destaca por sua extensão vocal e pela habilidade de sustentar as comparações inevitáveis com Chester, mostrando uma nova era para a banda. As raízes de “Xero” e “Hybrid Theory” estão presentes, mas com nuances dos projetos solo de Shinoda e dos trabalhos experimentais como “Living Things” e “One More Light”. É um álbum que quebra expectativas, estabelecendo a “Era Armstrong” com segurança e inovação.

O álbum se inicia com a música “From Zero” uma introdução com um coro e uma troca breve de diálogos entre um homem e uma mulher, criando uma sensação de antecipação e reflexão. Essa faixa prepara o terreno para o tom introspectivo e dinâmico do álbum, mas corta abruptamente

O primeiro single, “The Emptiness Machine” combina um riff simples com samples eletrônicos, trazendo o vocal de Mike Shinoda e, nono pré-refrão tem uma parte em piano e longo transita para guitarras distorcidas e já somos apresentados a vocalista Emily Armstrong, que já demonstra a sua capacidade, com vocais limpos e drivados, e um drive rasgado mais alto, demonstrando alcance vocal, criando uma canção energética que remete a álbuns como “A Thousand Suns” e “The Hunting Party”.

Cut The Bridge” começa com uma guitarra leve e funkeada, acompanhada de uma batida de caixa simples, antes de evoluir para uma explosão de distorção e a entrada do rap de Shinoda. No pré-refrão e refrão, Emily Armstrong aparece com vocais já mais agressivos. Essa música surpreende, trazendo uma quebra no ritmo da faixa anterior e lembrando o estilo “punk pop” do Linkin Park, com efeitos adicionais que destacam a versatilidade da vocalista no último refrão.

Para mim, “Heavy is the Crown” é a faixa mais memorável do álbum, sintetizando as raízes do Linkin Park e as novidades trazidas pela nova vocalista, nitidamente baseado no formato “LP” com riffs pegajoso de início, diminuição da tonalidade para entrada do vocal e rap de Mike Shinoda, depois transição imediata para o vocal potente de Emily Armstrong, com um refrão empolgante, a canção lembra o período em que Chester Bennington ainda estava na banda. A performance vocal de Emily no segundo refrão surpreende pelo alcance e intensidade, validando a escolha da banda em incorporá-la.

OBS: Nessa faixa fiz até um desafio mental de troca de vocais, o que deu super certo, até porque no final do segundo refrão, a vocalista demonstra um alcance vocal surpreendente, demonstrando a escolha acertada da banda

Aqui em “Over Each Other”, Emily Armstrong explora um lado mais alternativo e suave de seu vocal, em uma música que utiliza samples mais presentes e percussão crescente. A faixa é relaxante, sem muita distorção da guitarra. Nitidamente uma música continuação ou “B-side” de “One More Light” reconstruída na voz de Emily, na segunda parte já tem uma crescente na distorção dos instrumentos.

A faixa “Casualty” traz uma intensidade impressionante, com vocais extremamente distorcidos de Armstrong, aproximando-se do metalcore/hardcore. Os instrumentais remetem ao punk e hardcore, com Shinoda complementando o vocal de fundo. Esta é a música mais pesada e “experimental” do álbum, integrando elementos de punk e do som do álbum “Xero”, explorando ao máximo a capacidade de Emily em um estilo pouco tradicional para o Linkin Park.

Overflow” começa com uma introdução no teclado e samples repetitivos, com um vocal distante de Shinoda e influências de trap e alternativo. Emily assume os vocais secundários, mas a música é principalmente conduzida por Shinoda. Este é, sem dúvida, o ponto mais experimental do álbum, sendo uma composição autoral que Shinoda parece ter trazido de seu trabalho solo.

A canção “Two Faced” inicia com um riff simples que logo evolui para uma distorção intensa e um vocal gritante de Emily Armstrong. A faixa segue em ritmo nu metal, remetendo aos anos 2000 e alternando entre vocais limpos e drives rasgados. Essa faixa revisita o estilo dos primeiros álbuns da banda, principalmente “Hybrid Theory” e “Meteora”, e é outra que poderia facilmente se encaixar no vocal de Chester.

Stained” é uma faixa com batidas marcantes e vocais de Shinoda, que são intercalados pelos drives de Emily. Essa música se aproxima mais do pop e do dance pop, seria a música mais “Lollapalooza” do álbum. É a faixa mais acessível do álbum, demonstrando um lado mais próximo do pop.

Em “IGYEIH”, Armstrong brilha com um drive estridente que precede uma distorção de guitarras, logo ouvimos um decrescente do tom para dueto do rap com os vocais distorcidos, parece ser uma música mais dedicada a Emily, demonstrando sua capacidade vocal, com uma pegada muito próxima do estilo sonoro do Halestorm.

O álbum encerra com “Good Things Go,” uma música simples e suave que conta com um dueto entre os vocalistas. Sem distorção, a faixa final é leve e calma, proporcionando um fechamento introspectivo e marcante para o álbum.

O álbum é nitidamente experimental, no sentido de que tudo aqui inserido é novo, desde o vocal feminino, desde a nítida criação musical e letras inspiradas em Chester Bennington, é um álbum que demonstra o fim de ciclo e o início de uma nova era, em que ainda se apega as raízes do “Xero” e “Hybrid Theory”, como também não abandona de vez as obras experimentais do grupo, como “Living Things” e “One More Light

É álbum que abraça de tudo um pouco, e para mim, uma nítida coletânea do Linkin Park e carreira solo do Mike Shinoda com a inserção das características particulares da nova vocalista Emily Armstrong

E outra coisa nítida que o álbum passa: NÃO ESPERE NADA, NADA MESMO, de uma extensão do Linkin Park com Chester, pois o álbum se desapega do mesmo, mas ainda tem uma forte influência do icônico vocalista

E outra coisa, a vocalista Emily Armstrong demonstrou toda a capacidade e extensão vocal nesse álbum, todas com qualidade, segurando muito bem a “bronca” de enfrentar as “viúvas do Chester”, e ouso dizer, QUE FOI A MELHOR COISA QUE FIZERAM, as músicas foram gravadas COM e PARA ELA, são músicas da ERA ARMSTRONG

Sempre fui a favor de novas experimentações musicais, e essa foi acertada, pois eu sempre digo no confins da internet: “SE FOSSE PRA OUVIR COVER DE LP, EU IA NUM BARZINHO DA MINHA”

Pra mim é 9/10

Review by Fabricio Cunha

No AR!!