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REVIEW DE ÁLBUM: BRING ON THE ACTION – CINNAMON (2024)

A banda do interior paulista, Cinnamon chega com “Bring On The Action”, um álbum repleto de variedade, mesclando influências clássicas do rock, heavy metal e até mesmo um toque de música pop nacional dos anos 1980 e trejeitos dos glam rock. Com canções que transitam entre riffs energéticos, corais potentes e passagens melódicas, a banda demonstra versatilidade e criatividade em cada faixa. Aqui está uma análise detalhada de cada uma das músicas:

A música “Intro” é literalmente uma abertura do álbum que é atmosférica e surpreendente. O uso de um coral gregoriano traz um ar épico e solene, preparando o terreno para o que está por vir. Uma escolha ousada que funciona bem ao criar uma expectativa mística para o ouvinte e demonstra um pouco do que está por vim

“Bring on the Action” chega com uma explosão de energia. A intro marcada por influências de rockabilly e hard rock, lembra a fase inicial do Judas Priest, com um riff animado e cativante. O solo de guitarra é bem elaborado, com uma pegada clássica que agrada fãs do hard n’ heavy, elevando o nível da faixa.

“The Ones” conta com um riff inicial que é um dos destaques, exalando energia e firmeza. A precisão da bateria se encaixa perfeitamente na construção rítmica, complementando os solos impressionantes de guitarra. Apesar de eu não curtir “fritação” de guitarra, tenho que dar o braço a torcer com o solo final que brilha em complexidade e execução técnica.

A faixa “One of a Kind” começa de maneira inusitada, com uma guitarra sem distorção e efeitos de delay, abrindo espaço para uma melodia mais leve e nostálgica. A música tem uma vibe divertida e que lembra em muito o rock nacional dos anos 1980, com refrão cativante e bem produzido. A mistura de sintetizadores com solos de guitarra traz uma pegada pop-rock bem equilibrada.

Em “Alone Here”, o contrabaixo ganha destaque nessa faixa, com uma intro que o coloca no centro das atenções. A música é mais simples e calma em comparação com as anteriores, com uma atmosfera que remete aos anos 1980 e um toque de rock progressivo. A simplicidade das linhas melódicas dá espaço para uma abordagem mais contemplativa e dinâmica.

Aqui temos uma faixa mais experimental, “Dream” com técnicas de tapping bem executadas que chamam a atenção logo de cara. O contraste entre o violão acústico e a guitarra distorcida traz uma profundidade sonora interessante. A composição brinca com texturas e camadas, criando uma faixa que se destaca pela sua inventividade. Após entrevista com a banda, a ideia a faixa seria de uma intro pra o B-Side, já pensando em um formato de vinil e/ou K7

A minha faixa favorita do álbum, “Running Wild” conta com uma introdução marcante e uma boa dobra de guitarras, essa música chama a atenção desde o começo. O pré-refrão com coral adiciona um toque grandioso e o refrão, bem executado, entrega vocais potentes que mantêm a intensidade da faixa. Uma das músicas mais equilibradas do álbum.

Essa faixa, “Rock n Roll Rebel” é uma homenagem direta ao rock dos anos 1960, com influências evidentes de BB King e Chuck Berry. O solo de guitarra é envolvente, com uma pegada blues e swingada. A simplicidade e a elegância da composição remetem a uma era dourada do rock, proporcionando uma pausa nostálgica no álbum.

Fechando o álbum com uma vibe mais calma, “Area 51” tem uma forte pegada de rockabilly dos anos 1970, misturada com um toque dos Beatles. É uma faixa mais introspectiva e suave, oferecendo um contraste bem-vindo em relação à energia das músicas anteriores, mas sem perder o charme do rock clássico.

Bring On The Action é um álbum diversificado, onde a Cinnamon explora diferentes vertentes do rock e do hard rock, mesclando influências que vão desde o coral gregoriano até referências clássicas de BB King e Chuck Berry.

Com riffs energéticos, solos bem elaborados e arranjos que remetem tanto ao rock progressivo quanto ao pop-rock nacional dos anos 1980, o álbum mantém o ouvinte entretido e curioso. Os principais destaques são o uso criativo de corais e técnicas de guitarra, solos impressionantes, e a forma como o álbum equilibra momentos de alta intensidade com faixas mais calmas e contemplativas.

Pra mim é 10/10

Review by Fabricio Cunha

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REVIEW DE ÁLBUM: BRING ON THE ACTION – CINNAMON (2024)

A banda do interior paulista, Cinnamon chega com “Bring On The Action”, um álbum repleto de variedade, mesclando influências clássicas do rock, heavy metal e até mesmo um toque de música pop nacional dos anos 1980 e trejeitos dos glam rock. Com canções que transitam entre riffs energéticos, corais potentes e passagens melódicas, a banda demonstra versatilidade e criatividade em cada faixa. Aqui está uma análise detalhada de cada uma das músicas:

A música “Intro” é literalmente uma abertura do álbum que é atmosférica e surpreendente. O uso de um coral gregoriano traz um ar épico e solene, preparando o terreno para o que está por vir. Uma escolha ousada que funciona bem ao criar uma expectativa mística para o ouvinte e demonstra um pouco do que está por vim

“Bring on the Action” chega com uma explosão de energia. A intro marcada por influências de rockabilly e hard rock, lembra a fase inicial do Judas Priest, com um riff animado e cativante. O solo de guitarra é bem elaborado, com uma pegada clássica que agrada fãs do hard n’ heavy, elevando o nível da faixa.

“The Ones” conta com um riff inicial que é um dos destaques, exalando energia e firmeza. A precisão da bateria se encaixa perfeitamente na construção rítmica, complementando os solos impressionantes de guitarra. Apesar de eu não curtir “fritação” de guitarra, tenho que dar o braço a torcer com o solo final que brilha em complexidade e execução técnica.

A faixa “One of a Kind” começa de maneira inusitada, com uma guitarra sem distorção e efeitos de delay, abrindo espaço para uma melodia mais leve e nostálgica. A música tem uma vibe divertida e que lembra em muito o rock nacional dos anos 1980, com refrão cativante e bem produzido. A mistura de sintetizadores com solos de guitarra traz uma pegada pop-rock bem equilibrada.

Em “Alone Here”, o contrabaixo ganha destaque nessa faixa, com uma intro que o coloca no centro das atenções. A música é mais simples e calma em comparação com as anteriores, com uma atmosfera que remete aos anos 1980 e um toque de rock progressivo. A simplicidade das linhas melódicas dá espaço para uma abordagem mais contemplativa e dinâmica.

Aqui temos uma faixa mais experimental, “Dream” com técnicas de tapping bem executadas que chamam a atenção logo de cara. O contraste entre o violão acústico e a guitarra distorcida traz uma profundidade sonora interessante. A composição brinca com texturas e camadas, criando uma faixa que se destaca pela sua inventividade. Após entrevista com a banda, a ideia a faixa seria de uma intro pra o B-Side, já pensando em um formato de vinil e/ou K7

A minha faixa favorita do álbum, “Running Wild” conta com uma introdução marcante e uma boa dobra de guitarras, essa música chama a atenção desde o começo. O pré-refrão com coral adiciona um toque grandioso e o refrão, bem executado, entrega vocais potentes que mantêm a intensidade da faixa. Uma das músicas mais equilibradas do álbum.

Essa faixa, “Rock n Roll Rebel” é uma homenagem direta ao rock dos anos 1960, com influências evidentes de BB King e Chuck Berry. O solo de guitarra é envolvente, com uma pegada blues e swingada. A simplicidade e a elegância da composição remetem a uma era dourada do rock, proporcionando uma pausa nostálgica no álbum.

Fechando o álbum com uma vibe mais calma, “Area 51” tem uma forte pegada de rockabilly dos anos 1970, misturada com um toque dos Beatles. É uma faixa mais introspectiva e suave, oferecendo um contraste bem-vindo em relação à energia das músicas anteriores, mas sem perder o charme do rock clássico.

Bring On The Action é um álbum diversificado, onde a Cinnamon explora diferentes vertentes do rock e do hard rock, mesclando influências que vão desde o coral gregoriano até referências clássicas de BB King e Chuck Berry.

Com riffs energéticos, solos bem elaborados e arranjos que remetem tanto ao rock progressivo quanto ao pop-rock nacional dos anos 1980, o álbum mantém o ouvinte entretido e curioso. Os principais destaques são o uso criativo de corais e técnicas de guitarra, solos impressionantes, e a forma como o álbum equilibra momentos de alta intensidade com faixas mais calmas e contemplativas.

Pra mim é 10/10

Review by Fabricio Cunha

No AR!!