NOTÍCIAS
A atuação da Live Nation no mercado brasileiro de entretenimento ao vivo poderá se tornar alvo de uma investigação por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Conforme apuração publicada pela Folha de S.Paulo, a empresa foi denunciada sob a alegação de adotar práticas que teriam impacto sobre a concorrência nos segmentos de produção de eventos e comercialização de ingressos.
O documento encaminhado ao órgão regulador sustenta que o modelo de negócios desenvolvido pela companhia criou uma estrutura altamente integrada, reunindo a promoção de grandes espetáculos, a venda de ingressos por meio da Ticketmaster e a celebração de contratos estratégicos com arenas, estádios e festivais. Segundo a denúncia, essa combinação teria resultado em uma espécie de venda casada, concentrando diferentes etapas da cadeia de entretenimento sob controle do mesmo grupo empresarial.

De acordo com as alegações apresentadas ao Cade, todos os eventos promovidos pela empresa no Brasil utilizam exclusivamente a Ticketmaster para a comercialização dos ingressos, sem a participação de plataformas concorrentes no mesmo processo. A denúncia afirma que esse modelo teria contribuído para a cobrança de taxas de conveniência que podem chegar a 20%, fator que, segundo os autores da representação, elevaria o valor final dos ingressos em até 40% acima dos preços que seriam observados em um ambiente com maior concorrência entre empresas do setor.
Outro ponto destacado envolve os contratos de longa duração firmados com importantes espaços para eventos, entre eles o MorumBIS, em São Paulo. Conforme relatado, tais acordos poderiam criar obstáculos para produtoras interessadas em trazer grandes turnês internacionais ao país, especialmente em razão da quantidade limitada de arenas e estádios aptos a receber produções de grande porte. A denúncia sustenta que essa dinâmica geraria um mecanismo de retroalimentação capaz de fortalecer continuamente a posição da empresa no mercado e ampliar as dificuldades para a entrada de novos concorrentes.

O material apresentado ao Cade também menciona situações semelhantes observadas em outros países. Nos Estados Unidos, Live Nation e Ticketmaster já foram acusadas de utilizar sua posição de mercado para dificultar a atuação de concorrentes e preservar sua influência sobre os setores de shows e venda de ingressos. No Reino Unido, parlamentares defenderam a realização de uma investigação sobre o mercado de música ao vivo, incluindo uma análise específica da atuação do grupo.
Até o momento, não existe uma investigação formal instaurada. A questão encontra-se sob avaliação da Superintendência-Geral do Cade, responsável por examinar as informações apresentadas e decidir sobre a abertura ou não de um processo administrativo. Caso a denúncia avance para uma investigação formal e eventuais irregularidades sejam constatadas, o órgão poderá aplicar multas e determinar o encerramento de práticas consideradas prejudiciais à livre concorrência.
Procurada para comentar o caso, a Live Nation divulgou uma nota oficial defendendo sua atuação no mercado brasileiro:
“A indústria de entretenimento ao vivo no Brasil é altamente competitiva. Artistas, espaços e organizadores de eventos têm ampla liberdade para escolher seus parceiros. A Live Nation está comprometida em continuar investindo no Brasil para ampliar o acesso ao entretenimento ao vivo e aprimorar a experiência de artistas, fãs, assim como de arenas e casas de espetáculo.”
Considerada a maior empresa de entretenimento ao vivo do mundo, a Live Nation Entertainment iniciou oficialmente suas operações no Brasil em 2017, quando contratou Alexandre Faria para assumir os cargos de diretor e vice-presidente da companhia no país. No ano seguinte, a empresa expandiu sua presença no mercado nacional ao adquirir participação no Rock in Rio. Posteriormente, em 2019, ampliou sua influência sobre o festival ao elevar sua participação para 60%, fortalecendo sua posição em um dos eventos musicais mais importantes da América Latina.
NOTÍCIAS
A atuação da Live Nation no mercado brasileiro de entretenimento ao vivo poderá se tornar alvo de uma investigação por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Conforme apuração publicada pela Folha de S.Paulo, a empresa foi denunciada sob a alegação de adotar práticas que teriam impacto sobre a concorrência nos segmentos de produção de eventos e comercialização de ingressos.
O documento encaminhado ao órgão regulador sustenta que o modelo de negócios desenvolvido pela companhia criou uma estrutura altamente integrada, reunindo a promoção de grandes espetáculos, a venda de ingressos por meio da Ticketmaster e a celebração de contratos estratégicos com arenas, estádios e festivais. Segundo a denúncia, essa combinação teria resultado em uma espécie de venda casada, concentrando diferentes etapas da cadeia de entretenimento sob controle do mesmo grupo empresarial.

De acordo com as alegações apresentadas ao Cade, todos os eventos promovidos pela empresa no Brasil utilizam exclusivamente a Ticketmaster para a comercialização dos ingressos, sem a participação de plataformas concorrentes no mesmo processo. A denúncia afirma que esse modelo teria contribuído para a cobrança de taxas de conveniência que podem chegar a 20%, fator que, segundo os autores da representação, elevaria o valor final dos ingressos em até 40% acima dos preços que seriam observados em um ambiente com maior concorrência entre empresas do setor.
Outro ponto destacado envolve os contratos de longa duração firmados com importantes espaços para eventos, entre eles o MorumBIS, em São Paulo. Conforme relatado, tais acordos poderiam criar obstáculos para produtoras interessadas em trazer grandes turnês internacionais ao país, especialmente em razão da quantidade limitada de arenas e estádios aptos a receber produções de grande porte. A denúncia sustenta que essa dinâmica geraria um mecanismo de retroalimentação capaz de fortalecer continuamente a posição da empresa no mercado e ampliar as dificuldades para a entrada de novos concorrentes.

O material apresentado ao Cade também menciona situações semelhantes observadas em outros países. Nos Estados Unidos, Live Nation e Ticketmaster já foram acusadas de utilizar sua posição de mercado para dificultar a atuação de concorrentes e preservar sua influência sobre os setores de shows e venda de ingressos. No Reino Unido, parlamentares defenderam a realização de uma investigação sobre o mercado de música ao vivo, incluindo uma análise específica da atuação do grupo.
Até o momento, não existe uma investigação formal instaurada. A questão encontra-se sob avaliação da Superintendência-Geral do Cade, responsável por examinar as informações apresentadas e decidir sobre a abertura ou não de um processo administrativo. Caso a denúncia avance para uma investigação formal e eventuais irregularidades sejam constatadas, o órgão poderá aplicar multas e determinar o encerramento de práticas consideradas prejudiciais à livre concorrência.
Procurada para comentar o caso, a Live Nation divulgou uma nota oficial defendendo sua atuação no mercado brasileiro:
“A indústria de entretenimento ao vivo no Brasil é altamente competitiva. Artistas, espaços e organizadores de eventos têm ampla liberdade para escolher seus parceiros. A Live Nation está comprometida em continuar investindo no Brasil para ampliar o acesso ao entretenimento ao vivo e aprimorar a experiência de artistas, fãs, assim como de arenas e casas de espetáculo.”
Considerada a maior empresa de entretenimento ao vivo do mundo, a Live Nation Entertainment iniciou oficialmente suas operações no Brasil em 2017, quando contratou Alexandre Faria para assumir os cargos de diretor e vice-presidente da companhia no país. No ano seguinte, a empresa expandiu sua presença no mercado nacional ao adquirir participação no Rock in Rio. Posteriormente, em 2019, ampliou sua influência sobre o festival ao elevar sua participação para 60%, fortalecendo sua posição em um dos eventos musicais mais importantes da América Latina.