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Mesmo prestes a lançar seu 24º álbum de estúdio, o Deep Purple já começa a olhar para o futuro. Intitulado “Splat!”, o novo trabalho chega ao público nesta sexta-feira (3) e vem sendo descrito como o disco mais pesado da banda em muitos anos. Paralelamente aos preparativos para esse lançamento, os integrantes já discutem a possibilidade de retornar ao estúdio para produzir um novo álbum de inéditas em 2027.
A informação foi inicialmente compartilhada pelo baterista Ian Paice durante uma entrevista concedida à revista Uncut, em maio deste ano. Na ocasião, a publicação revelou que os músicos já cogitavam iniciar outro processo de gravação após a atual agenda de compromissos. Segundo Paice, o grupo entende que o tempo disponível para seguir produzindo novos trabalhos é limitado, o que torna importante aproveitar as oportunidades para continuar criando material inédito.
Posteriormente, o baterista voltou a abordar o assunto durante participação no podcast Rockonteurs. A conversa ganhou força depois que o apresentador Gary Kemp mencionou uma declaração do produtor Bob Ezrin, que afirmou ter o desejo de continuar trabalhando com o Deep Purple por um longo período. Em resposta, Paice confirmou que a possibilidade de um novo álbum já faz parte das conversas internas da banda.

De acordo com o músico, a prioridade neste momento será cumprir a intensa programação de apresentações ao vivo prevista para este ano. Somente após a conclusão dessa agenda o grupo pretende voltar a concentrar esforços na criação de novas composições, desde que exista um conjunto de ideias capaz de justificar outro trabalho de estúdio.
Conforme transcrição publicada pelo site Blabbermouth, Ian Paice explicou:
“[Um novo álbum] já está sendo discutido. Este é um ano de turnê muito intenso, serão quase 100 shows, então 2027 será diferente. Não dá para continuar nesse ritmo. Se você tem ideias, fazer um disco é fácil. Se não tem ideias, fazer um disco é impossível. Então, se nos reunirmos e descobrirmos que temos ideias de que todos gostamos, não há motivo para não fazermos outro álbum em algum momento do ano que vem. Essa é a natureza das coisas. Tudo gira em torno das ideias. Você pode ser um ator, mas, se ninguém escreveu um roteiro, você não tem nada a dizer.”
Além de comentar os planos futuros, o baterista também revelou detalhes sobre a dinâmica de composição adotada pelo Deep Purple. Segundo ele, o grupo mantém um processo bastante espontâneo durante as sessões em estúdio, permitindo que ideias surjam naturalmente ao longo das jams realizadas pelos músicos.
Paice explicou que esse método frequentemente resulta em uma quantidade de material muito superior ao necessário para um único álbum, tornando indispensável um criterioso trabalho de seleção antes da definição do repertório final.

“O mais incrível de todo o processo de composição é que você entra no estúdio de manhã sem nada e sai, depois de cinco ou seis horas de trabalho, com duas ou três ideias realmente boas. É isso que mantém o entusiasmo para o dia seguinte, mas não dá para ter muitas boas ideias todos os dias […]. Depois de uns dez dias, provavelmente você já tem muito mais material do que cabe em um álbum. Aí é preciso selecionar. Nós registramos tudo, porque alguém pode tocar algo espontaneamente apenas uma vez durante uma jam. Então, se você gravou, dá para ouvir [o que foi feito].”
Enquanto avalia os próximos passos de sua trajetória, o Deep Purple concentra as atenções no lançamento de “Splat!”, trabalho que marca o 24º álbum de estúdio da carreira e chega cercado de expectativa por apresentar uma sonoridade descrita como uma das mais pesadas desenvolvidas pelo grupo nas últimas décadas. Ao mesmo tempo, as declarações de Ian Paice indicam que a criatividade da banda continua em plena atividade e que um novo capítulo discográfico poderá começar a ser escrito já em 2027, caso as futuras sessões de composição produzam ideias capazes de reunir o entusiasmo de todos os integrantes.
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Mesmo prestes a lançar seu 24º álbum de estúdio, o Deep Purple já começa a olhar para o futuro. Intitulado “Splat!”, o novo trabalho chega ao público nesta sexta-feira (3) e vem sendo descrito como o disco mais pesado da banda em muitos anos. Paralelamente aos preparativos para esse lançamento, os integrantes já discutem a possibilidade de retornar ao estúdio para produzir um novo álbum de inéditas em 2027.
A informação foi inicialmente compartilhada pelo baterista Ian Paice durante uma entrevista concedida à revista Uncut, em maio deste ano. Na ocasião, a publicação revelou que os músicos já cogitavam iniciar outro processo de gravação após a atual agenda de compromissos. Segundo Paice, o grupo entende que o tempo disponível para seguir produzindo novos trabalhos é limitado, o que torna importante aproveitar as oportunidades para continuar criando material inédito.
Posteriormente, o baterista voltou a abordar o assunto durante participação no podcast Rockonteurs. A conversa ganhou força depois que o apresentador Gary Kemp mencionou uma declaração do produtor Bob Ezrin, que afirmou ter o desejo de continuar trabalhando com o Deep Purple por um longo período. Em resposta, Paice confirmou que a possibilidade de um novo álbum já faz parte das conversas internas da banda.

De acordo com o músico, a prioridade neste momento será cumprir a intensa programação de apresentações ao vivo prevista para este ano. Somente após a conclusão dessa agenda o grupo pretende voltar a concentrar esforços na criação de novas composições, desde que exista um conjunto de ideias capaz de justificar outro trabalho de estúdio.
Conforme transcrição publicada pelo site Blabbermouth, Ian Paice explicou:
“[Um novo álbum] já está sendo discutido. Este é um ano de turnê muito intenso, serão quase 100 shows, então 2027 será diferente. Não dá para continuar nesse ritmo. Se você tem ideias, fazer um disco é fácil. Se não tem ideias, fazer um disco é impossível. Então, se nos reunirmos e descobrirmos que temos ideias de que todos gostamos, não há motivo para não fazermos outro álbum em algum momento do ano que vem. Essa é a natureza das coisas. Tudo gira em torno das ideias. Você pode ser um ator, mas, se ninguém escreveu um roteiro, você não tem nada a dizer.”
Além de comentar os planos futuros, o baterista também revelou detalhes sobre a dinâmica de composição adotada pelo Deep Purple. Segundo ele, o grupo mantém um processo bastante espontâneo durante as sessões em estúdio, permitindo que ideias surjam naturalmente ao longo das jams realizadas pelos músicos.
Paice explicou que esse método frequentemente resulta em uma quantidade de material muito superior ao necessário para um único álbum, tornando indispensável um criterioso trabalho de seleção antes da definição do repertório final.

“O mais incrível de todo o processo de composição é que você entra no estúdio de manhã sem nada e sai, depois de cinco ou seis horas de trabalho, com duas ou três ideias realmente boas. É isso que mantém o entusiasmo para o dia seguinte, mas não dá para ter muitas boas ideias todos os dias […]. Depois de uns dez dias, provavelmente você já tem muito mais material do que cabe em um álbum. Aí é preciso selecionar. Nós registramos tudo, porque alguém pode tocar algo espontaneamente apenas uma vez durante uma jam. Então, se você gravou, dá para ouvir [o que foi feito].”
Enquanto avalia os próximos passos de sua trajetória, o Deep Purple concentra as atenções no lançamento de “Splat!”, trabalho que marca o 24º álbum de estúdio da carreira e chega cercado de expectativa por apresentar uma sonoridade descrita como uma das mais pesadas desenvolvidas pelo grupo nas últimas décadas. Ao mesmo tempo, as declarações de Ian Paice indicam que a criatividade da banda continua em plena atividade e que um novo capítulo discográfico poderá começar a ser escrito já em 2027, caso as futuras sessões de composição produzam ideias capazes de reunir o entusiasmo de todos os integrantes.