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NOTÍCIAS

Produtor revela que o Slipknot quase acabou antes de gravar “Iowa”!

Hoje considerado um dos maiores clássicos da história do metal moderno, “Iowa” (2001) quase nunca aconteceu. Em entrevista à Metal Hammer, o produtor Ross Robinson revelou que o Slipknot atravessava uma crise profunda antes do início das gravações do segundo álbum, chegando a cogitar o fim da banda.

Segundo Robinson, alguns integrantes já demonstravam preocupação com o clima interno: “Cheguei a receber uma reclamação do Paul (Gray) ou talvez do Joey (Jordison), dizendo algo como: ‘Não estamos nos entendendo. Vamos acabar com a banda’.”

Foi nesse contexto que o produtor decidiu se aproximar ainda mais dos músicos. Durante esse período, Corey Taylor chegou a apresentar composições do Stone Sour, mas Robinson deixou claro que seu foco era manter a identidade do Slipknot: “A minha reação foi: ‘Isso é legal… mas não é Slipknot’.”

Para o produtor, a origem dos conflitos estava no impacto repentino da fama. Em poucos anos, a banda deixou de ser um grupo desconhecido de Iowa para se tornar um dos maiores nomes do metal mundial: “Ninguém faz curso para lidar com esse tipo de sucesso. De repente, todo mundo quer estar perto de você. É muito confuso. Foi barra pesada para aqueles ‘Beavis’ inocentes.”

Robinson também relembrou a intensidade emocional das gravações. Conhecido por extrair interpretações extremas dos artistas com quem trabalha, ele contou que Corey Taylor mergulhou completamente nas emoções durante as sessões: “Ele precisava desnudar a alma por completo. Lembro-me de vê-lo nu muitas vezes. Nós explorávamos profundamente o significado das letras e a atmosfera das músicas. Eu chegava a sentir arrepios antes de apertar o botão de gravar.”

Lançado em 2001, “Iowa” marcou a primeira participação integral do guitarrista Jim Root em um álbum do Slipknot e continua sendo o disco mais longo da carreira da banda, com 66 minutos e 19 segundos. A faixa-título, com 15 minutos e 3 segundos, permanece como a música mais extensa já gravada pelo grupo.

O álbum foi um enorme sucesso comercial e de crítica, alcançando o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido e do Canadá, além da terceira posição na Billboard 200, nos Estados Unidos, onde ultrapassou 1 milhão de cópias vendidas.

Curiosamente, as revelações de Robinson chegam em um momento de mais uma fase turbulenta na história do Slipknot. Caso a recente saída de Sid Wilson seja confirmada, apenas quatro dos nove músicos que gravaram o álbum de estreia homônimo, em 1999, permanecerão na formação.

Mesmo cercado por conflitos internos, “Iowa” acabou se transformando em um dos discos mais influentes do metal do século XXI, consolidando o Slipknot como uma das bandas mais importantes de sua geração.

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Produtor revela que o Slipknot quase acabou antes de gravar “Iowa”!

Hoje considerado um dos maiores clássicos da história do metal moderno, “Iowa” (2001) quase nunca aconteceu. Em entrevista à Metal Hammer, o produtor Ross Robinson revelou que o Slipknot atravessava uma crise profunda antes do início das gravações do segundo álbum, chegando a cogitar o fim da banda.

Segundo Robinson, alguns integrantes já demonstravam preocupação com o clima interno: “Cheguei a receber uma reclamação do Paul (Gray) ou talvez do Joey (Jordison), dizendo algo como: ‘Não estamos nos entendendo. Vamos acabar com a banda’.”

Foi nesse contexto que o produtor decidiu se aproximar ainda mais dos músicos. Durante esse período, Corey Taylor chegou a apresentar composições do Stone Sour, mas Robinson deixou claro que seu foco era manter a identidade do Slipknot: “A minha reação foi: ‘Isso é legal… mas não é Slipknot’.”

Para o produtor, a origem dos conflitos estava no impacto repentino da fama. Em poucos anos, a banda deixou de ser um grupo desconhecido de Iowa para se tornar um dos maiores nomes do metal mundial: “Ninguém faz curso para lidar com esse tipo de sucesso. De repente, todo mundo quer estar perto de você. É muito confuso. Foi barra pesada para aqueles ‘Beavis’ inocentes.”

Robinson também relembrou a intensidade emocional das gravações. Conhecido por extrair interpretações extremas dos artistas com quem trabalha, ele contou que Corey Taylor mergulhou completamente nas emoções durante as sessões: “Ele precisava desnudar a alma por completo. Lembro-me de vê-lo nu muitas vezes. Nós explorávamos profundamente o significado das letras e a atmosfera das músicas. Eu chegava a sentir arrepios antes de apertar o botão de gravar.”

Lançado em 2001, “Iowa” marcou a primeira participação integral do guitarrista Jim Root em um álbum do Slipknot e continua sendo o disco mais longo da carreira da banda, com 66 minutos e 19 segundos. A faixa-título, com 15 minutos e 3 segundos, permanece como a música mais extensa já gravada pelo grupo.

O álbum foi um enorme sucesso comercial e de crítica, alcançando o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido e do Canadá, além da terceira posição na Billboard 200, nos Estados Unidos, onde ultrapassou 1 milhão de cópias vendidas.

Curiosamente, as revelações de Robinson chegam em um momento de mais uma fase turbulenta na história do Slipknot. Caso a recente saída de Sid Wilson seja confirmada, apenas quatro dos nove músicos que gravaram o álbum de estreia homônimo, em 1999, permanecerão na formação.

Mesmo cercado por conflitos internos, “Iowa” acabou se transformando em um dos discos mais influentes do metal do século XXI, consolidando o Slipknot como uma das bandas mais importantes de sua geração.

No AR!!