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Robert Fripp descarta retorno do King Crimson e admite dificuldades para tocar clássicos da banda!

Desde dezembro de 2021, o King Crimson não sobe aos palcos. Líder do grupo, Robert Fripp já havia declarado à Rolling Stone, em 2022, que não existiam “mais nenhum plano para a banda” e que uma nova turnê só aconteceria caso fosse necessária para “evitar a Terceira Guerra Mundial”.

Agora, o guitarrista voltou a comentar o assunto e, mais uma vez, descartou uma possível retomada das atividades. Em entrevista à Uncut, o músico de 80 anos explicou que o nível técnico exigido para tocar o repertório do King Crimson tornou-se um obstáculo, principalmente após a pausa causada pela pandemia. Conforme reproduzido pela Ultimate Classic Rock, Fripp declarou:

“Quando toco no padrão que estabeleci para mim mesmo — o que, em termos de King Crimson, significa tocar músicas como ‘Fracture’, ‘Larks’ Tongues In Aspic, Part Four’ e ‘Frame by Frame’, algo equivalente a semicolcheias entre 156 e 158 batidas por minuto — estamos falando de guitarra em nível olímpico, puramente do ponto de vista físico. A dificuldade é que, após tirar um ano de pausa por causa da covid, é muito difícil recuperar isso. Há um certo tipo de execução que agora, preciso aceitar, representa um desafio enorme. Hoje, não sinto que seja necessário para mim me apresentar em público.”

Além dos shows, um novo álbum também parece improvável. Ao longo de 2025, o vocalista Jakko Jakszyk comentou que o grupo trabalhava “aos poucos” em um disco inédito, mas acabou sendo desmentido pelo empresário David Singleton, que classificou a informação como “precoce”.

Segundo Fripp, chegou a existir a ideia de lançar um material ao vivo. Os bateristas Pat Mastelotto, Gavin Harrison e Jeremy Stacey regravaram partes originalmente captadas em shows, buscando melhorar a qualidade sonora do projeto. No entanto, o trabalho acabou não avançando:

“Os bateristas acharam que, embora tivéssemos gravado todos os shows para arquivo, o som ficaria muito melhor se as partes deles fossem registradas separadamente. Então os bateristas regravaram suas partes, e a sugestão era que nós também [regravássemos] as nossas, para que ficasse muito próximo da performance ao vivo em termos de espírito, mas com um som muito, muito mais preciso. Cabia a Jakko [Jakszyk] levar isso adiante, mas acho que ele acabou envolvido em outros projetos, e isso nunca chegou até mim. Então o momento passou e, com ele, um novo álbum do King Crimson.”

Atualmente, Fripp segue ativo ao lado da esposa Toyah Willcox na série de vídeos “Sunday Lunch”, em que o casal publica releituras descontraídas de músicas de diversos estilos. Em 2025, o guitarrista chegou a interromper temporariamente as atividades após sofrer um ataque cardíaco e passar por duas cirurgias de emergência, mas posteriormente retomou os vídeos.

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Robert Fripp descarta retorno do King Crimson e admite dificuldades para tocar clássicos da banda!

Desde dezembro de 2021, o King Crimson não sobe aos palcos. Líder do grupo, Robert Fripp já havia declarado à Rolling Stone, em 2022, que não existiam “mais nenhum plano para a banda” e que uma nova turnê só aconteceria caso fosse necessária para “evitar a Terceira Guerra Mundial”.

Agora, o guitarrista voltou a comentar o assunto e, mais uma vez, descartou uma possível retomada das atividades. Em entrevista à Uncut, o músico de 80 anos explicou que o nível técnico exigido para tocar o repertório do King Crimson tornou-se um obstáculo, principalmente após a pausa causada pela pandemia. Conforme reproduzido pela Ultimate Classic Rock, Fripp declarou:

“Quando toco no padrão que estabeleci para mim mesmo — o que, em termos de King Crimson, significa tocar músicas como ‘Fracture’, ‘Larks’ Tongues In Aspic, Part Four’ e ‘Frame by Frame’, algo equivalente a semicolcheias entre 156 e 158 batidas por minuto — estamos falando de guitarra em nível olímpico, puramente do ponto de vista físico. A dificuldade é que, após tirar um ano de pausa por causa da covid, é muito difícil recuperar isso. Há um certo tipo de execução que agora, preciso aceitar, representa um desafio enorme. Hoje, não sinto que seja necessário para mim me apresentar em público.”

Além dos shows, um novo álbum também parece improvável. Ao longo de 2025, o vocalista Jakko Jakszyk comentou que o grupo trabalhava “aos poucos” em um disco inédito, mas acabou sendo desmentido pelo empresário David Singleton, que classificou a informação como “precoce”.

Segundo Fripp, chegou a existir a ideia de lançar um material ao vivo. Os bateristas Pat Mastelotto, Gavin Harrison e Jeremy Stacey regravaram partes originalmente captadas em shows, buscando melhorar a qualidade sonora do projeto. No entanto, o trabalho acabou não avançando:

“Os bateristas acharam que, embora tivéssemos gravado todos os shows para arquivo, o som ficaria muito melhor se as partes deles fossem registradas separadamente. Então os bateristas regravaram suas partes, e a sugestão era que nós também [regravássemos] as nossas, para que ficasse muito próximo da performance ao vivo em termos de espírito, mas com um som muito, muito mais preciso. Cabia a Jakko [Jakszyk] levar isso adiante, mas acho que ele acabou envolvido em outros projetos, e isso nunca chegou até mim. Então o momento passou e, com ele, um novo álbum do King Crimson.”

Atualmente, Fripp segue ativo ao lado da esposa Toyah Willcox na série de vídeos “Sunday Lunch”, em que o casal publica releituras descontraídas de músicas de diversos estilos. Em 2025, o guitarrista chegou a interromper temporariamente as atividades após sofrer um ataque cardíaco e passar por duas cirurgias de emergência, mas posteriormente retomou os vídeos.

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