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Depois de 17 anos de silêncio autoral, a lendária banda catarinense Repulsores ressurge das cinzas com o lançamento do EP Apocalipse Falhou, que chega às plataformas digitais em 4 de dezembro de 2024. Com quatro faixas — Pânico, Pós-Verdade, Morte por Poder e Súplica — o trabalho marca o reencontro do trio com sua essência: riffs rápidos, letras ácidas e uma visão implacável sobre a decadência social contemporânea. O título do EP é emblemático, refletindo um mundo pós-pandêmico em colapso ético e político, mas ainda resistente, ainda barulhento — exatamente como o som do Repulsores.

Formada em 1997, em meio à efervescência do underground sul-brasileiro, a banda começou como um grupo de adolescentes que encontraram no punk rock uma forma de expressão e protesto. Lançaram as demos Cachorro Loco (1998) e Puta Profissão (2000), evoluindo depois para o crossover agressivo e veloz de Possuído (2001). Já em Proliferação do Mal (2007), o Repulsores atingiu maturidade artística, consolidando uma sonoridade que unia peso e reflexão, com letras que denunciavam a idolatria de falsos mitos e as contradições da sociedade. O disco marcou o auge criativo do grupo — mas também antecedeu um hiato forçado, motivado por compromissos pessoais e profissionais dos integrantes.
Mesmo longe dos holofotes, o espírito do Repulsores nunca se extinguiu. Em 2024, após anos de encontros esporádicos, o trio formado por Rafael Wolf (voz e baixo), Márcio Elert (bateria) e Maycon Giliolli (guitarra) retomou as atividades de forma definitiva. O reencontro resultou em três singles lançados ao longo do ano — Maldito Nepotismo, Quem Vai Comigo Buscar e Maravilhoso Mundo Cheio de Merda — e culminou em Apocalipse Falhou, um registro cru, urgente e politicamente afiado. Mais do que um retorno, o novo EP representa um manifesto contra a apatia e a desinformação, uma lembrança de que o punk, quando autêntico, nunca envelhece — ele apenas espera o momento certo para voltar a gritar.
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Depois de 17 anos de silêncio autoral, a lendária banda catarinense Repulsores ressurge das cinzas com o lançamento do EP Apocalipse Falhou, que chega às plataformas digitais em 4 de dezembro de 2024. Com quatro faixas — Pânico, Pós-Verdade, Morte por Poder e Súplica — o trabalho marca o reencontro do trio com sua essência: riffs rápidos, letras ácidas e uma visão implacável sobre a decadência social contemporânea. O título do EP é emblemático, refletindo um mundo pós-pandêmico em colapso ético e político, mas ainda resistente, ainda barulhento — exatamente como o som do Repulsores.

Formada em 1997, em meio à efervescência do underground sul-brasileiro, a banda começou como um grupo de adolescentes que encontraram no punk rock uma forma de expressão e protesto. Lançaram as demos Cachorro Loco (1998) e Puta Profissão (2000), evoluindo depois para o crossover agressivo e veloz de Possuído (2001). Já em Proliferação do Mal (2007), o Repulsores atingiu maturidade artística, consolidando uma sonoridade que unia peso e reflexão, com letras que denunciavam a idolatria de falsos mitos e as contradições da sociedade. O disco marcou o auge criativo do grupo — mas também antecedeu um hiato forçado, motivado por compromissos pessoais e profissionais dos integrantes.
Mesmo longe dos holofotes, o espírito do Repulsores nunca se extinguiu. Em 2024, após anos de encontros esporádicos, o trio formado por Rafael Wolf (voz e baixo), Márcio Elert (bateria) e Maycon Giliolli (guitarra) retomou as atividades de forma definitiva. O reencontro resultou em três singles lançados ao longo do ano — Maldito Nepotismo, Quem Vai Comigo Buscar e Maravilhoso Mundo Cheio de Merda — e culminou em Apocalipse Falhou, um registro cru, urgente e politicamente afiado. Mais do que um retorno, o novo EP representa um manifesto contra a apatia e a desinformação, uma lembrança de que o punk, quando autêntico, nunca envelhece — ele apenas espera o momento certo para voltar a gritar.