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REVIEW DE ÁLBUM: BONE COLLECTOR – GRAVE DIGGER

O novo álbum da banda veterana no heavy metal é um prato cheio para fãs do estilo. Com riffs carregados, solos técnicos e uma performance vocal potente, o trabalho entrega uma coesão sonora que, embora sólida, acaba soando repetitiva em alguns momentos, mas tem seus bons momentos, demonstrando toda a capacidade e experiência da banda.

O álbum começa com “Bone Collector” que tem uma intro sombria que rapidamente evolui para uma percussão intensa e riffs rápidos, construindo uma base energética. Os vocais bem drivados e o riff principal confere uma atmosfera melódica do thrash metal, remetendo ao estilo do Testament. O solo é veloz e bem executado, reforçando a pegada agressiva da faixa.

Se a primeira música já era acelerada, “The Rich The Poor The Dying” eleva ainda mais a velocidade. O riff inicial, pesado e cadenciado, conecta-se perfeitamente à bateria, enquanto os vocais seguem a melodia com precisão. É uma faixa mais intensa que a anterior, com uma abordagem direta e enérgica.

Aqui em “Kingdom of Skulls“, o baixo assume o protagonismo juntamente com a percussão da bateria, iniciando a música com uma base marcante antes de dar lugar a riffs mais lentos e pesados. A faixa traz um ar de heavy metal clássico, destacando o equilíbrio entre os instrumentos e oferecendo uma experiência mais controlada.

Essa música quebra o molde predominante do álbum, “The Devils Serenade” explora uma vibe mais hard rock, com uma melodia mais controlada e até mesmo remetendo a época punk do Motorhead já que os vocais são próximos do icônico Lemmy Killminster

Com um solo inicial pesado e riffs acelerados, “Killing Is My Pleasure” brilha pela execução técnica. O uso de técnicas como tremolo, bends e tapping enriquece a música, que mantém a essência agressiva do álbum sem perder a melodia.

Embora desacelera o ritmo geral do álbum, “Mirror of Hate” não perde em qualidade e inicia com riffs bem distorcidos e logo em seguida a percussão da bateria, a música escolhe o caminho de utilizar guitarras sem distorção, que logo é substituído por efeitos mais limpos da guitarra e uma sequência muito boa do uso da caixa da bateria, mas o riff tem uma pegada crescente, com uma união entre os instrumentos de corda distorcidos e vocal mais rouco do vocalista.

A faixa mais progressiva do álbum, “Riders of Doom“, tem riffs densos e um solo impecável, esta música destaca-se pela construção cuidadosa de camadas, entregando a melhor performance do disco. A bateria e o baixo adicionam peso, enquanto o vocal explora o ápice do drive.

Em “Made of Madness“, o solo inicial é tranquilo e limpo e engana o ouvinte, que logo dá uma mudança drástica para uma bateria rápida e desenfreada e riffs poderosos. A influência do thrash metal é evidente aqui, oferecendo uma experiência dinâmica e energética.

Voltando às raízes do heavy metal clássico, “Graveyard Kings” destaca-se pelos riffs carregados e o uso expressivo dos pedais na bateria. É uma construção sólida e marcante, embora não traga muitas surpresas.

A penúltima faixa mantém a pegada pesada e rápida do álbum, “Forever Evil & Buried Alive” tem forte influência de thrash metal. Apesar de eficiente, falta algo que a diferencie das outras músicas, não se destacando muito.

O riff inicial casa bem com a percussão, mas logo “Whispers Of The Damned” assume um tom mais calmo e progressivo. O vocal, com efeito de eco, traz uma atmosfera introspectiva. É uma conclusão interessante, que explora novas nuances sem abandonar o heavy metal.

O álbum mostra uma banda que conhece profundamente o heavy metal, entregando um trabalho coeso e energético. Os riffs pesados, os vocais com um ótimo drive e a bateria acelerada formam a espinha dorsal do disco.

No entanto, a pouca variação entre as músicas pode cansar. As faixas que se destacam são aquelas que ousam sair do padrão, como a incursão no hard rock “punkizado” e o flerte com o progressivo. Apesar disso, é uma obra sólida e competente, ideal para quem procura um som direto e fiel às raízes do metal.

Pra mim é 7/10

Review by Fabricio Cunha

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REVIEW DE ÁLBUM: BONE COLLECTOR – GRAVE DIGGER

O novo álbum da banda veterana no heavy metal é um prato cheio para fãs do estilo. Com riffs carregados, solos técnicos e uma performance vocal potente, o trabalho entrega uma coesão sonora que, embora sólida, acaba soando repetitiva em alguns momentos, mas tem seus bons momentos, demonstrando toda a capacidade e experiência da banda.

O álbum começa com “Bone Collector” que tem uma intro sombria que rapidamente evolui para uma percussão intensa e riffs rápidos, construindo uma base energética. Os vocais bem drivados e o riff principal confere uma atmosfera melódica do thrash metal, remetendo ao estilo do Testament. O solo é veloz e bem executado, reforçando a pegada agressiva da faixa.

Se a primeira música já era acelerada, “The Rich The Poor The Dying” eleva ainda mais a velocidade. O riff inicial, pesado e cadenciado, conecta-se perfeitamente à bateria, enquanto os vocais seguem a melodia com precisão. É uma faixa mais intensa que a anterior, com uma abordagem direta e enérgica.

Aqui em “Kingdom of Skulls“, o baixo assume o protagonismo juntamente com a percussão da bateria, iniciando a música com uma base marcante antes de dar lugar a riffs mais lentos e pesados. A faixa traz um ar de heavy metal clássico, destacando o equilíbrio entre os instrumentos e oferecendo uma experiência mais controlada.

Essa música quebra o molde predominante do álbum, “The Devils Serenade” explora uma vibe mais hard rock, com uma melodia mais controlada e até mesmo remetendo a época punk do Motorhead já que os vocais são próximos do icônico Lemmy Killminster

Com um solo inicial pesado e riffs acelerados, “Killing Is My Pleasure” brilha pela execução técnica. O uso de técnicas como tremolo, bends e tapping enriquece a música, que mantém a essência agressiva do álbum sem perder a melodia.

Embora desacelera o ritmo geral do álbum, “Mirror of Hate” não perde em qualidade e inicia com riffs bem distorcidos e logo em seguida a percussão da bateria, a música escolhe o caminho de utilizar guitarras sem distorção, que logo é substituído por efeitos mais limpos da guitarra e uma sequência muito boa do uso da caixa da bateria, mas o riff tem uma pegada crescente, com uma união entre os instrumentos de corda distorcidos e vocal mais rouco do vocalista.

A faixa mais progressiva do álbum, “Riders of Doom“, tem riffs densos e um solo impecável, esta música destaca-se pela construção cuidadosa de camadas, entregando a melhor performance do disco. A bateria e o baixo adicionam peso, enquanto o vocal explora o ápice do drive.

Em “Made of Madness“, o solo inicial é tranquilo e limpo e engana o ouvinte, que logo dá uma mudança drástica para uma bateria rápida e desenfreada e riffs poderosos. A influência do thrash metal é evidente aqui, oferecendo uma experiência dinâmica e energética.

Voltando às raízes do heavy metal clássico, “Graveyard Kings” destaca-se pelos riffs carregados e o uso expressivo dos pedais na bateria. É uma construção sólida e marcante, embora não traga muitas surpresas.

A penúltima faixa mantém a pegada pesada e rápida do álbum, “Forever Evil & Buried Alive” tem forte influência de thrash metal. Apesar de eficiente, falta algo que a diferencie das outras músicas, não se destacando muito.

O riff inicial casa bem com a percussão, mas logo “Whispers Of The Damned” assume um tom mais calmo e progressivo. O vocal, com efeito de eco, traz uma atmosfera introspectiva. É uma conclusão interessante, que explora novas nuances sem abandonar o heavy metal.

O álbum mostra uma banda que conhece profundamente o heavy metal, entregando um trabalho coeso e energético. Os riffs pesados, os vocais com um ótimo drive e a bateria acelerada formam a espinha dorsal do disco.

No entanto, a pouca variação entre as músicas pode cansar. As faixas que se destacam são aquelas que ousam sair do padrão, como a incursão no hard rock “punkizado” e o flerte com o progressivo. Apesar disso, é uma obra sólida e competente, ideal para quem procura um som direto e fiel às raízes do metal.

Pra mim é 7/10

Review by Fabricio Cunha

No AR!!